O Mago das letras,
Descobri: é um nobre,
É ele tão rico,
Sou eu…..
tão pobre!
O Minuano o trouxe,
Monções hão de o levar!
Os meus pensares/pesares
O alegraram um pouco,
Mas isso certamente…
há de passar!
A impostora das letras,
Sussurou bem baixinho,
Qual boba da corte,
Divertiu qu’el reizinho,
Minuano malvado!
Porquê fazes assim?
Trazes sonhos doirados….
…que não são para mim!
Se meus pífios versinhos,
Ofenderam a ti,
Me perdoe: eu lhe peço!
Só não faças assim…
Meu temor se manifesta:
As monções se insinuam,
Sopram elas ao longe,
Jogando areias n’alguns planos
Termino eu este verso,
Deixarei de rimar…
As sentenças continuarão abertas,
Não conseguirei finalizar….
Nuño*, me ajude: te imploro!
………………Vem ele me ajudar,
Fornece frase bonita,
Com ela vou este findar:
“Pois nasci, nunca vi,
Amor….
E ouço d’el sempre falar…
Pero sei que me quer matar,
Mas rogarei a mia senhor,
Qu me mostr’aquel matador,
Ou que m’ampare d’el melhor”
*Nuno Fernandes Torneol.
O sol radiante encontra a Lua raramente,
(¿ Será o feitiço de Áquila?)
Depois do encontro sublime,
Fica a lua ….
minguante!
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Mais um da série, devaneios noturnos
