Quisera eu ter a leveza de uma pena
E a bravura de um guerreiro
A coragem de um ladrão
E a preocupação de uma mãe…
Pudera eu poder olhar-te nos olhos
E me ver lá dentro
Poder refletir em mim o seu dia fatigante
E repousar em seu colo desatento
Quisera eu ter o canto de um rouxinol
E as garras de um tigre
A sabedoria de um Senhor
E a inocência de uma criança
Pudera eu ter tua saliva
E te sentir em mim
Poder provocar o teu suor
E engolir seu orgulho
Quisera eu ter a nobreza de uma rainha
E a sutileza de um felino
A loucura de um suicida
E a doença de um leito
Pudera eu ser o pão que tu mastigas
E a beleza de teus anseios
O desejo de sua carne
E a pureza do seu coração
Quisera eu ter a magia de um bruxo
E a despreocupação de um mendigo
A frieza de um europeu
E o fôlego de um atleta
Pudera eu me embriagar de ti
Engolir o teu veneno mortal
Gozar do teu prazer
E levitar ao som de sua voz
Quisera, pudera que importa?
Eu meu vazio me perco
E não interessa a ninguém
Ai de mim… Poeta
by Aline Lima
” Ai de nós, amiga; ai de todas nós,
que sofremos nas mãos destes malvados meninos!“
by me
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Da série: Navegando em mares revoltos
Num domingo frio de sampa

Aline Lima disse,
janeiro 21, 2008 às 11:12 am
Nossa no teu post, ficou melhor que o no meu…. o valor que você deu para as palavras as tornaram mais belas…. MUITO OBRIGADA!!!!!!!!!
Bjus
fatima disse,
janeiro 21, 2008 às 11:51 am
Aline Lima :
Você erra ao afirmar que: “…no teu post, ficou melhor que o no meu…’ ; tal é impossível, a menos num mundo em que um mero copista possa ser igualado ao genial artista!
Grande abraço, amiga; és muito gentil!
karen calinne disse,
dezembro 27, 2008 às 4:49 pm
muito bom…