Trovommi Amor del tutto disarmato,
et aperta la via per gli occhi al core,
che di lagrime son fatti uscio e varco.
Però, al mio parer, non li fu honore,
ferir me de saetta in quello stato,
a voi armata non mostrar pur l’arco.
* * *
Amor me viu de todo desarmado,
e dos olhos ao peito aberta a via
por onde rolam lágrimas em vulto.
Entanto, a meu ver, honra alguma havia
em ferir-me com seta em tal estado,
e seu arco de vós manter oculto.
* * *
Fonte: Reversibilidade
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Da série: palavras emprestadas
Dom Gaspar I disse,
Fevereiro 15, 2008 às 1:01 pm
Como vai? Espero que estejas bem!
As palavras ficam sem sentido sem tu presença!
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IV – Meus furtos
E a vontade sem vontade de estar…
Fingindo em nós o estar bem à vontade,
Sem me lembrar que já estou velho!
Remando em teus mares aos mares teus
Furtei-me nos meus presságios repentinos,
A figura do ateu que fita as vitrines
Em busca da real beleza…
Contive todos os silêncios e me esqueci!
E no esquecimento de falar em solidão,
Feri teus modos,
Feri teus gestos,
Feri teus desafios,
Feri teu status,
Feri nossas palavras!
No mar revolto que afoga o sol poente,
O monstro bárbaro das sílabas
Ressurgi qual vidente!
Feriu-te!
E roubou-te um beijo forçado!
Pequei!
http://profgasparetto21.wordpress.com/2008/02/06/vale-dos-ateus-em-busca-de-um-retorno-amor-iv/
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felicidades!! E quem humildemente te admira
Dom Gaspar I