
Uma visita e homenagem a uma amiga
Por muito, muito tempo,
Perdi amores, perdi sabores,
Por medo do desconhecido,
Por medo de razões ocultas,
Por medo de valores ímpios.
Por muito, muito tempo,
Procurei nos acordes duma guitarra,
Uma canção frenética,
De paixão indelével,
De amor fugaz.
Por muito, muito tempo,
Tive medo de amar realmente,
Aquele amor cálido e plácido,
Complacente…
Aquele amor de quem ama, simplesmente,
Sem necessidade de aventuras e explosões efêmeras.
Por muito, muito tempo,
Dancei ‘rock a billy’
Chacoalhando o corpo,
Chacoalhando a mente,
Sem perceber que mentia,
Que escondia de mim mesma,
O medo de não ser correspondida,
De não ser querida…de ser só amiga.
Imaginava eu,
Que a amizade excluía de vez o amor,
Como se fossem água e óleo,
Enquanto que, na verdade,
O amor é sempre amigo,
Que ele (o amor) só se estabelece entre pessoas
Que se conhecem ‘há anos’,
Que, juntas, fazem ‘planos’…
Mesmo que sejam planos sobre o próximo fim-de-semana
Ou a próxima pizza….
Não sabia (euzinha, euzinha mesma!)
Que o amor não exclui o prazer da paixão a dois,
Mas que ele não é como o desespero da fome de ‘chocolate’,
Mas cálido como o sabor do almoço de domingo….
Desconhecia (euzinha, euzinha)
Que o amor da rotina,
Faz com que queiramos conquistar
Ontem, hoje, a cada dia…
Buscando novas formas de surpreender,
De trazer o brilho no olhar!
Hoje eu conheço
Ou amanhã conhecerei…
[quem sabe o que me reservam os quartos cujas portas tenciono abrir?]
Que o amor real é como uma semente,
Que se planta,
Que se rega,
Que se vê brotar,
Que, quando já crescida
(semente transformada em muda)
Se transporta para vaso definitivo,
Ou para o jardim…que se irá apreciar?
Que tal pequena planta,
Com os cuidados necessários,
Transformar-se-á num belo espécime
Que dará as flores tão desejadas!
Que a orquestra toque,
Que a guitarra soe!
[e que os anjos digam amém!]
by me
Aline Lima disse,
Outubro 1, 2008 às 11:07 am
Obrigada pela homenagem, como sempre seus versos são lindos e tocantes!!! E que a Guitarra soe!! Bjus