Libertas

Liberdade

 Visitando: Livre (Meu Baú de Versos Tortos)

“Bom é mesmo ser livre,
Livre os grilhões que outrora me prendiam,
Mesmo que os grilhões fossem belos e formosos,
Mesmo que a soltura nos torne desditosos,

Bom é mesmo ser livre,
Voar qual pássaro,
Nadar qual golfinho,
Mares plácidos,
Céus com stratos,

Bom é mesmo ser livre,
Comer sonhos-de-valsa até estourar,
Tomar coca-cola até me fartar,
Sem preocupar-me com o ontem ou o amanhã,
Bom é me deleitar com o hoje!

Bom é mesmo ser livre,
Andar de bike em parques públicos,
Ignorar placas de ‘não pise’ e pisar na grama descalça,
Pular no chafariz e molhar-me toda,
Para depois secar-me ao sol escaldante
(jacaré de papo-amarelo!)

Bom é mesmo ser livre,
Ficar acordada de madrugada até o sol nascer
E observar de ‘esguela’ todos saindo de suas tocas,
Enquanto apreciei eu o cheiro da madrugada,

Bom é mesmo ser livre,
Livre para escrever o que eu bem entender,
Prá responder aos amigos que no meu canto vão me ver,
E dizer: sejam bem vindos! Meus bons amigos!

Bom é mesmo ser livre,
Rabiscar papéis com lápis aquarelável,
Encher minha sobrinha de beijos
(Ah, Duda-bebê !)
Andar de Skate com meu sobrinho
(Oh, Fê …. )
Fazer tudo isso sem ter que ao tempo me ater,

Bom é mesmo ser livre,
Não temer emboscadas que meu coração preparar,
Saber silenciá-lo nos momentos certos,
Dar-lhe alforria quando ele o merecer,

Bom é mesmo ser livre e dizer:
Como é bom viver! ”

 by me

4 Comentários

  1. março 6, 2008 às 9:06 pm

    Oh, essa poesia smells like a sunny day!!!! É linda. Na verdade, antes de linda ela é, não sei, algo como… Algo “pra cima”, alegre, um tipo de otismismo quanto ao presente. Isso, otimismo quanto ao presente, ao contrário do comum (quanto ao futuro). Não me peça pra explicar mais. hEHAEhAEHEA

    Muito, muito boa =)

  2. Aline Lima said,

    março 7, 2008 às 11:48 am

    É … amigo é assim, as vezes demora para vir, mas quando chega, sempre emociona!!!!! Amei os teus versos, é como se vc continuasse meus gritos!!!! Amei amiga!!! Bjusssssss

  3. Dom Gaspar I said,

    março 8, 2008 às 4:14 pm

    Obrigado pelas Palavras!!!!!!!!!

    Sinto-me muitissimo privilegiado de estar ao teu “lado”!

    Ofereço-me as minhas…

    VARANDAS

    I
    Semeei teus cantos
    seguindo-te em pegadas…
    teu cheiro em cio
    nos ventos me cativam em cativeiros!
    Rolo pelas pedras
    olho aos graus no horizonte perpetuum
    e nos perdemos em pedaços!

    II
    Semeei teus beijos
    molhando-te em madrugadas
    o suor tomara conta da noite em claro
    suspiros e calmarias…
    fomos esculpidos somente
    em porões, em abrigos
    e nos perdemos em pecados!

    III
    semeei teus olhares
    chorando-te como foz!
    a brusca correnteza de lágrimas
    espargiam em nossos corpos
    a passagem pela batalhas rústicas
    que em nossas camas travamos,
    e nos perdemos pelos atos!

    IV
    Semeei teus orgamos
    num cântico lúdico de varandas
    o gosto do beijo em meio às brisas
    descrevem sutilmente um raro prazer
    que fragmenta saudade
    que infelizmente um dia virá,
    e nos perdemos em metades!

    V
    Semeei teus lábios
    amando-te tão proibido forasteiro
    os corações retumbam loucos
    marchas de aventuras muitas
    na coleção insana de um virtuoso amor
    e nos perdemos por inteiro!

    VI
    Semeei em tua boca
    todo o meu sêmen de história musa
    e a descansar sobre teu éden
    os músculos exaustos de uma dança,
    num colo aos seios bebo-te infinitamente
    e nos perdemos em extasia!

    VII
    Semeei em teu belo corpo
    minha escultura antropos de ser
    frisando teus jardins em meus olhares
    e os teus gemidos em minha boca
    procurando-te envaidecido gestos
    e nos perdemos tão ilhados!

    VIII
    Semeei em tua história
    toda minha força e cultura de milícia
    sementes tão guardadas pelo tempo
    criando sulcos filosóficos em teu coração,
    num pensamento em te colher feito esposa minha
    e me perdi, infelizmente, em algum templo pagão!

    (Mar: 08, 2008)

    —————-
    “…às vezes fico a vigiar o meu portão, para ver se alguma carta tua está a murmurar o meu nome!” (in Lâminas de Escribas)
    Dom Gaspar I

    —-
    Felicidades e um abraço demorado!

    Deste servo que te contempla

    Dom Gaspar I

  4. março 8, 2008 às 4:15 pm

    […] visitando Libertas in Palavras Sem […]


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