Deixa prá lá…depois penso nissi

Travo uma luta interior,
E nesta luta, só há um perdedor: eu mesma,

Não quero querer,
Mas quero…

Queria estar perto,
Estou longe…

Quando penso que estou esquecendo,
Descubro que estava me enganando….

Achava que havia transmutado
Certo sentimento que nascia,
Em outro, menos perigoso: amizade,

Descobri que posso fazê-lo,
Mas com isso sinto a decepção de um quase
¿Como poderia ter sido?
…pergunto;

E outra pergunta aflora à mente?
Quantas armadilhas nossos corações são capazes de criar?
Quantos labirintos constroem, sempre com a mesma saída…

Pois então, sigo caminhando,
Continuo transmutando,
Mas não mais me enganando….

Mesmo querendo viver algo,
Mesmo que coloquemos neste querer toda a força de nossos corações,
Isso não significa que viveremos,
Que nossas aspirações serão satisfeitas…

Por hora, só queria não comparar todos os demais à você,
Isso é injusto: todos perdem feio, hehe.

Então vamos,
Somos amigos, sua amizade é preciosa,
Poucas pessoas encontrei com tal lisura de caráter,
Com tantos atributos intelectuais,
Com tamanha bondade…

O Estagirita disse que pessoa virtuosa
Não rompe amizades sem motivo,
E não o faço, não o farei…

Todavia, anoto que ainda permanece,
a desilusão do quase

by me

Navegante perdida

Imagem retirada de Aquarela Poética

Homenagem à Jovem Ninfa e ao Jovem Bardo

(e à todos os amigos)

Passada a Era dos Descobrimentos,

Sem horizontes novos por encontrar,

Descobri novos caminhos,

Meio por acaso,

Meio por curiosidade,

Ingênua, trôpega e hesitante,

Resolvi me aventurar,

Não descobri portos seguros,

Antes, descobri mares turbulentos,

Corsários perigosos,

Mares nebulosos;

….todos ali a navegar….

Cada barco diferente,

Em conteúdo, tripulação ou destino;

Certos capitães, indiferentes,

Outros, ardentes,

…havendo ainda aqueles ausentes…

Todavia, encontrei alguns,

Que, não obstante desconhecidos,

Tornaram-se próximos,

Tornaram-se amigos;

Trocamos cartas, mapas, astrolábios,

Trocamos risos, poemas e pensamentos,

A navegação, de link em link, afastou nossos barcos,

E deixei alguns amigos, meio ‘de lado’,

Haviam novos rumos a tomar;

….que desfeita…

Então o jovem bardo, Revy, amigo!

Tocou-me a alma, com doces e fraternas palavras:

‘…você é especial….’

Oh, que doce,

Oh, meu doce amigo,

Peterson Silva, você é quem o é!

E a jovem ninfa, Aline,

De seu baú de versos tortos,

Tirou flecha certeira,

Acertou-me:

‘….saudade, amiga; vem me visitar….’

Então dei-me conta,

De minha desídia,

De minha injustificada ausência,

Oh, meus doces! Estava eu perdida!

Em meio às palavras sussurradas,

Esqueci-me das palavras sem sentido!

Chacoalhada com suas palavras,

Voltei à vida:

Estou novamente entre minhas toscas,

Mal-escritas, palavras….

Brincando de poetisa,

Recordei-me de Dom Gaspar I e da querida Dai,

Amigos distantes, mas tão marcantes,

À todos, numa só voz, num só coração, eu digo:

– Meus preciosos, meus amigos!

By me

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Da série: palavras minhas.

O tempo e o trigo

O tempo e o trigo…

Tempo que se fez alento nos braços de uma mãe…

Tempo que escolheu por mérito fazer-te enfim um bom pai.

Tempo que alcançou os olhos maternos e entrou na alma pura que em paz se vai…

E segue os caminhos do tempo em uma plena e infinita consolação de ternura. Tempo que nasce, anda em passos lentos, mas sempre sabe aonde vai…

Tempo que eterniza esse querer, deseja vê-lo nascer, e se comove por ainda não ver…

Tempo que se encarrega de serem pais, que ganha a graça de ser o filho, e sente atraído pela vida que respira o ar dela… Tempo que semeia em seu ventre o trigo limpo, dourado, e desnudo… como os trigos colhidos em outros campos mas que brota á cada dia…

Tempo que saúda a noite e venera o dia… Espelha-se na verdade em tê-lo, se enche de amor… e abre os olhos, para não mais um sonho, e sim o ventre que cresce, e se ilumina…

Beijos e abraços á Marcos Wills, sua amada ninfa, e ao querido esperado e amado por todos nós… Bruxas.

Que assim seja assim será…

Banho de Luz e Espanto Pimenta…

Autora: A.C.Kiss

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Da série: palavras emprestadas

Os cegos

Os cegos podem ver…

Quem acredita na vida,
mas se perdeu, em pensamentos escuros.

Podia ver ainda o tempo e a áurea azul.

Permitia-se existir e acreditar na vida. Mas de tanto lutar se esqueceu…

Ter os olhos à se acostumar.

Com o escuro e suas surpresas.

Foge do tempo escasso, e para de pensar.

Ainda existe fôlego, está na hora de andar como os cegos…

Pressentem o perigo, e se guiam sem notar… O destino os leva á qualquer lugar.

Quem perdeu o gosto de viver.

Não perdoa, e nem pensa em insistir.

A alma foge da escravidão. Ainda pode trazê-la em seu corpo, coragem de vencer.

Mas se ainda tem medo, eu não sei.

Poderemos derrotar esse mau.

Insistir na natureza.

Atrair os bons e anjos que são fortaleza.

Envolver-se de luz e clareza.

Os caminhos estão nos olhos da Alma.

Até um cego pode ver…

Autora: A.C.Kiss

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Da série: palavras emprestadas