Um (o) visitante, há muito, esperado?

Jovem mancebo chegou-se em meu reino,

Também ele, de terras distantes, vinha…

Contaram a mim, servos fiéis:

Exigia ele audiência com a Rainha,

Em minha majestade, ignorei quel’ ousadia,

 

Mensageiro do reino contou o motivo:

O mancebo era de um principado amigo,

Não podendo, ignorá-lo, recebi-o,

– Mal sabia o que isso me traria –

 

As audiências que tivemos, foram curtas,

Tratamos de assuntos relativos à senhoria,

Soberana, impus a ele distância,

Acrescentando, às que já havia,

 

Mas o jovem mancebo, além de belo,

Era mestre em galhardia,

E, de súbito, relevou o que sentia,

Aos críticos do reino, asseguro:

Ofertei a resistência que podia!

 

Renunciei à coroa,

À Majestade,

À fidalgia,

 

Entreguei-me qual plebéia,

Ao amor que presente se fazia…

Não mais reino, ele o faz…

Da opulência à miséria,

Do orgulho à humildade,

Tudo em prol do benfazejo,

Tudo por um beijo…

 

¿Serei eu, o que ele quer?

¿Será ele, o que eu queria?

 

by me

2 Comentários

  1. julho 12, 2008 às 3:45 am

    […] nunca me esqueci da frase. Esta noite lembrei-me disso, pois há um Jovem Mancebo viajando algumas léguas para me encontrar. As emoções estão confusas, não consigo dormir, nem […]

  2. Aline Lima said,

    julho 18, 2008 às 2:53 pm

    Lindos versos amiga! A Esperança está viva… e ele vem!!! Obrigada por me fazer acreditar pelas tuas palavras…
    Bjão


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