Da busca infrutífera, da dor da procura

Visitando um amigo lembrei de certa ocasião em que um poema dele recordou-me aspecto de minha vida pessoal. Na ocasião ofertei um comentário em forma ‘poesia’ (piada, não sou boa com as palavras!). Isso ocorreu em março p.p. Desde então minha vida mudou. Algo em mim morreu (um amor insatisfeito), algo em mim nasceu (a esperança), algo em mim permanece em dúvida: será real a mudança? Enfim….continuo vivendo, caminhando.

I

Minhas cartas foram escritas, mas não postadas,
Temo a resposta do destinatário,

Meus verões tornaram-se invernos,
Tão triste é minha solidão,

Está meu coração para sempre marcado,
Marcas não comerciais, marcas estranhas, ininteligíveis e indeléveis.

Não há mais púlpito,
Não há mais público,
Não há mais a quem converter!

Meus armários….vazios!
Estou nua, desnudastes minh’alma…

Equinócios se seguiram sem teu retorno,
não vejo flores, não vejo folhas, não vejo sol, só invernos!

Gastei minha fortuna, meu soldo,
à tua procura….
Milhares de guinéus se foram em recompensas,
nenhuma resposta que me indicasse o caminho!

Orei à Deus,
Aos santos, às virgens,
pedi à dinvidades, deidades.
Nenhuma resposta….chorei, desisti!

II
Longe da bainha.
Abandonastes a peleja.
Foi ela sussurrada, ficou agora sem sentido.
Está ela arada, à espera do semeador

Roma tem vários caminhos,
A estante só tem dois livros.
Doces grilhões as prenderam,
à distância, contemplando…

III
Presos na garganta.
Fechadas neste inverno.

que louca ciranda!

IV
Vide supra: eis tuas respostas.
Enviei cartas (2)
sem obter respostas!

V
Venha a mim que te curo,
Chegue aqui que te amo,
Volte a mim que te ressuscito,
Pouse em mim que te cuido!

O navegante encontrou a ilha,
seduziu a índia,
tomou a terra,
fez nela sua morada,

depois foi ele seduzido por nova estrada,
abandonou o que tinha, apostou o que não podia,
perdeu tudo numa jogatina, numa mão do carteado!

VI
flutuando ao vento, à procura de teu olfato,
vislumbrando o horizonte, em busca de certa embarcação,
chagas abertas no peito, a dilacerar um pobre coração atormentado!
Onde estão os hilários ciúmes?
A terra não navega, desconhece os mares!

VII
Palavras emprestadas:
Estar junto não é estar ao lado,
É estar do lado de dentro.

by me

Não esqueço, porém, determinado Teorema.

Ohhhhhh…terei ficado ‘esperta’? 😉

1 Comentário

  1. Prof Gasparetto said,

    junho 13, 2008 às 1:09 pm

    Casais: Um Lado Oculto na Cama!

    I
    Quanto tempo faz que não mais nos beijamos,
    que não mais planejamos,
    que não mais nos buscamos?

    Quanto tempo faz que não mais as orquídeas florescem,
    que nada mais nos envaidece,
    que nada mais pedimos em prece?

    Quanto tempo faz que não mais nossos corpos se tocam,
    que não mais o ciúme provocas,
    que não mais nosso amor não evocas?

    Quanto tempo faz que não mais passeamos na praia,
    que não mais tuas danças ensaias,
    que não mais em meu colo desmaias?

    II
    Quanto tempo faz que não mais precisamos de afeto,
    que não mais nos sentimos completos,
    que não mais recusamos o certo?

    Quanto tempo faz que não mais imitamos casais,
    que não mais temperamos os sais,
    que não mais suportamos os ais?

    Quanto tempo faz que não mais nos julgamos pecado,
    que não mais nos deixamos de lado,
    que não mais encontrei teus recados?

    III
    Quanto tempo faz que não mais impedi teus assédio,
    que não mais me servi de remédios,
    que não mais sustentei os meus tédios?

    Quanto tempo faz que não mais proibi teus abusos,
    que não mais me senti um intruso,
    que não mais me tratastes de Muso?

    Quanto tempo faz que não mais me beijastes a boca,
    que não mais arrancastes a roupa,
    que não mais me amavas tão louca?

    Quanto tempo faz que não mais me mordestes o lábio,
    que não mais revelamos aos sábios,
    que não mais tu molhastes meus átrios?

    IV
    Quanto tempo faz que não mais te amei como antes,
    que não mais lapidei diamantes,
    que não mais fomos só dois amantes?

    Quanto tempo faz que não mais nos dizemos “Bom Dia!”,
    que não mais encontramos “Boa Tarde!”,
    que não mais procuramos “Boa Noite!”?

    Quanto tempo faz?

    …..
    Felicidades!
    Dom Gaspar I


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