As quatro operações

Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil

by Clarice Lispector

1 Comentário

  1. Prof Gasparetto said,

    setembro 12, 2008 às 1:19 pm

    D.Fá!
    Quantos cálculos fazemos: somamos nossas alegrias, substraímos as decepções, multiplicamos nossas esperanças, dividimos nossas palavras…

    é assim, uns compreendem o resultados, nos cobram mais!
    outros insensíveis, dizem nunca se chega onde queremos, são negativos…

    outros ainda, preferem não opinhar, deixam em branco, não têm a lógica que temos…

    ———–
    Abstinências Prosas

    I
    Tanto que eu quis em fazer feliz alguém,
    mas era preciso ir muito mais além…

    escrevi num tapume
    que te amei loucamente,
    mas eu seu que a vida resume
    que sou delinqüente!

    Sempre pensei que a distância fosse acabar,
    são linhas cruzadas,
    ou estamos fora do ar?

    Descrevi teus ciúmes,
    num projeto que tinha em mente,
    mas eu sei que é impossível
    falar francamente!

    Depois maldizemos os fatos
    fomos nós tão ingratos
    que nem sei dos porquês!

    Valemos quando estamos distantes,
    somos tão importantes
    que até nossa história mudou!

    II
    Queira saber o que se passa em mim,
    me perco contando tudo o que vi!

    Somo são poucos
    o que queremos é muito mais…
    pois existe uma maneira
    de se buscar a paz!

    Larguei os meus tics nervosos,
    amores tão ansiosos
    por tentar te esperar…

    III
    creio estar te induzindo a mim,
    o mundo é pequeno, diga sim!
    Guardo o perfume
    que tatuastes em minha alma,
    como posso amiúde
    ter imensa calma?

    Rompi com todos os paradigmas,
    minha emoção é fidedigna
    que nasceu por nós dois!

    Temi como resposta um não,
    prendi a respiração
    pra te prender depois!

    IV
    Ao semear-te em tantas razões,
    achei um pretexto pra nos deixar a sós…

    Teci desertos procurando não me perder,
    o real se tornou turvo
    por que fugir de mim?

    Silêncios seguem os meus caminhos,
    escrevi pergaminhos
    ao traçar um encontro…

    por que esconder nossos mapas,
    de rasgar nossas capas,
    sabendo de quem é o tesouro?

    Quando enfim ao lembrares de mim,
    procura meus rastros
    nas areias até o fim!

    Se por ventura me encontrares
    não tente içar nossas bandeiras nos mastros,
    mas entenda que talvez
    eu poderia estar em outras ilhas!!!

    ———

    Um beijo calculado em teu coração!

    Dom Gaspar I


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