Um dia de cada vez

Havia um disco em minha vitrola,

Que tocava incessantemente músicas antigas,

Fora de meu tempo,

Além de minha vida,

Areia que refaz o caminho da ampulheta

Resquício de um passado que quer voltar….

Tentei desligar, apertando o ‘power’,

Mas a vitrola parecia assombrada,

Como assombradas são algumas lembranças de outrora….

Num ato de negativa,

De rebeldia

(tu não tornas!)

Puxei o plug da tomada,

E o silêncio se fez….

Mas não era silêncio opressivo,

Antes libertador,

Antes pacífico…..

Fiquei a meditar

Sobre os caminhos que a vida revela,

Olhando o passado,

Sofro, sorrio….

A medida da dor

Ou da alegria,

Reside na intensidade e constância

De cada experiência….

O futuro também poderia,

Ser fonte de prazer,

Ser nascente de alegria….?

A esperança em dias felizes do porvir

É capaz de tomar precioso tempo….

Então, tal qual fiz com o passado,

Abandonei o futuro,

Entreguei-me ao presente…

Só aguardo,

A cada sol poente,

O nascer de um novo dia!

1 Comentário

  1. josedivino said,

    maio 20, 2009 às 9:23 pm

    tambem e muito bonito


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