Fugir

icarus_031

Queria fugir de mim,

Ser outra pessoa, sei lá

Talvez uma escritora:

Anais Nin,

Georges Sand…

Escrever avidamente,

Viver como se fosse o último dia

Queria voltar à infância,

Ir ao Piqueri jogar pão velho aos patos,

Imaginando que poderiam ser cisnes,

Lavá-los com detergente novamente,

Só pra ver se afundam, como já fiz

Queria ficar de ponta-cabeça,

Naquele brinquedo infantil,

Que mais parece uma gaiola…

Queria fazer pipas com restos de folha-de-seda,

Linha e cola….

Só pra ver que a pipa não sobe,

Não voa….

Queria cair do JJ novamente,

E novamente em cima do formigueiro,

Machucando-me, mas sabendo-me viva!

Queria ser uma astronauta,

Pára-quedas, já saltei,

Queria ir uma Apolo qualquer,

Dar um passo na lua, quem sabe?

Correr….

Queria estar longe daqui,

Desta incerteza que machuca,

Da falta de sossego, que me aflige.

Queria fugir!

Correr pelos bosques,

Esconder-me numa árvore,

Andar a esmo em caminhos estranhos….

Queria dirigir meu carro por estradas rápidas

Acelerar fundo sem medo de multas

Soltar as mãos do volante só pra ver como é

Queria me divertir….

Queria ir à São José, ver o Revy

Ir à montes Claros, ver o Ro,

Ir à Politécnica, ver a Ci

Ir à Saúde, ver a Rê

Diabos, estou presa aqui!

Preciso reler o Monte Cristo,

E com o conde, criar uma estratégia,

Escapulir….

Ou então falar com Moll Flanders,

Mãos rápidas, mãos leves….

Trasngredir algumas normas,

Cometer alguns pecados….

Estou cansada de Morpheus,

Não quero mais viver de enganos,

Com essa maldita sensação de logro,

É fogo!

Queria conhecer Ícaro,

Emprestar as asas e voar

Queria ser um pássaro qualquer,

Uma folha a voejar,

Uma pluma carregada pelo vento,

Queria levar minha amiga Nenê

P’rum lugar onde não houvesse dor,

Carregar a Duda nos ombros,

Passear no carroussel….

Queria pescar,

Em alto-mar,

Com Marcelo, Renato, Miro e Robson,

Pegar um belo peixe-espada,

Tirar uma foto, exibi-la na sala-de-estar,

Depois soltar….

Quero sapatos novos,

Roupas novas,

Um carro novo,

Uma viagem num cruzeiro,

Uma casa nova,

Quero voar!

Uma parte de mim morre um pouco, todos os dias….

Estou mudando. Aos poucos, lentamente…mas estou. Não creio que para melhor; mais realista, menos sonhadora; mas não melhor. O mundo que eu desejava para mim mostrou-se ser inviável. Era um mndo bonito e ressinto-me de estar desistindo dele….

Liberdade e escolha

correntes

Inspirada no texto de minha amiga Cintia ‘Nas asas da borboleta

Liberdade,
Escolha….
Escolho…a liberdade?
Como, se alguns grilhões são tão doces?
Se sou como abelha, voejando em torno do doce contido nos grilhões?

Corremos todo dia em busca da felicidade,
Será que ela coexiste com a liberdade?

Pois vejo na felicidade, também grilhões;
quase tudo que me faz feliz, de certa forma também me prende:
a família, os amigos, o trabalho, os amores…

Tudo sempre faz com que não façamos o que nos dá na veneta,
estamos sempre colocando pesos na balança,
os contrapesos são muitos,
a liberdade é ter escolha….

Ainda assim,
Após pesar os termos,
esta escolha fica difícil….

Pois cada escolha equivale à uma renúncia,
E quem quer renunciar ao que quer que seja?

Não, queremos tudo,
tudinho,
em letras garrafais, nada miudinho….

Queremos a família, os amigos, os amores,
mas queremos liberdade completa,
queremos ter escolha…..

Podem elas coexistirem? A liberdade e a felicidade?
Creia no que quiser: é sua, a escolha.


Renúncia

golfinho

Estive pensando….pensar é um mau hábito que não consigo abandonar,
Será o nosso amor um amor de verão? Daqueles que têm prazo de validade,
Prestes a acabar?

….

E queria que não; queria que perdurasse,
Que durasse não só o tempo de um beijo,
Não só conforme o desejo,

….

forever ande ver; é o que queria…
mas meu querer não muda as coisas,
meu querer não é o suficiente para fazer com que perdure,
meu querer é insuficiente para mantença das coisas….

ah, Zeus! Quero tanto um amor incondicional,
um amor que dure até ficar velhinha,
até ter osteoporose,
te que ele tenha problemas de ereção (rsrs)….

Não quero SÓ um amor de verão!
Sei que o mundo está repleto de ‘piriguetes’, de ‘lanchinhos’….
Sei que os homens – a maioria – não resistem a eles;

Todavia, não é o que sonho,
Sonho com um amor de verdade,
Que minha renúncia a todos os demais,
Tenha reciprocidade – que você também renuncie a todas as outras….

Será possível?
Seria possível num mundo como o que temos?
Será que existem homens capazes de tal renúncia?
Será que existe tal homem?
Será que você é um deles?

Não sei….
Odeio não saber algo….
Queria uma certeza:
Que estás comigo como estou contigo;
Porém, tal certeza sei que não terei,
Ao menos por hora….

E a cada hora que passa,
Sinto-me mais cauterizada,
Sinto que meu coração,
Tantas vezes despedaçado,
Está a entregar as armas,
Desistir….

Por mais que eu goste,
(creia-me: gosto de ti!)
sei que jamais poderia aceitar
ser apenas uma…

não quero sobras,
quero tudo!
Quero sempre, tudo!
Quero um amor permanente,
Poder vislumbrar um futuro….

Poderia eu ter isso contigo?
Estarei no seu coração,
Como está você no meu?

Falei de ‘piriguetes’ e ‘lanchinhos’,
Às vezes invejo mulheres assim…
Que levem a vida na brincadeira,
Que não tenham problemas em brincar,
Com os corações alheios,

Queria ser mulher fatal,
Daquelas que conquistam o território,
Para abandoná-lo em seguida,
Creio que seria mais fácil,
Mais leve, menos doloroso…

Muitas vezes odeio quem sou,
Odeio ser COMO sou,
Tão séria,
Sentimental,
Tão….entregue!

Queria poder ser desonesta,
Mentir sem sentir dor
(na consciência),
fazer os homens ‘gatos e sapatos’

Mas não SOU,
E aprendi que é defeso à qualquer um,
Forçar nossas naturezas…

Tenho de aceitar o quê e como sou,
Quando amo, amo por inteiro,
Quero por inteiro,
Sou exclusiva e quero o mesmo…

Como conviver com isso,
Se por toda parte que olho,
Vejo pessoas que não enxergam as outras,
Que só perseguem seus próprios interesses,
Que sói pensam em si mesmas,

Que fazem da paquera um esporte,
Independentemente do dano e dor que possam causar a outrem….

Não faço isso,
Todas as vezes que flertei por tempo constante,
Me apaixonei e sofri…

Não quero mais sofrer,
Não quero mais morrer por dentro
À cada relacionamento frustrado….

Seria você capaz do mesmo?
Não sei….
E odeio ignorar algo!

Se quer todas as outras,
Renuncie a mim;
Se quer a mim,
Renuncie a todas as outras.

Pra mim,
TEM de ser assim…..

:::::::::::::::::

ET: não acredito que muitas pessoas leiam essas coisas que escrevo; jamais fui boa com as palavras, aqui escrevo o que sinto, sendo prolixa, meus sentimentos são confusos, tal qual a portadora do coração.

Sou o que sou; não nego a mim mesma, se até meus sentimentos refletem a confusão de meus sentimentos, tua escolha é aceitar-me como sou, ou abandonar-me; gosto de mim, apesar dos defeitos que carrego em minha ‘cruz’.

Nunca me intitulei ‘poeta’, não esperem muito de mim; escrevo o que sinto, e fim!


Henry & June?

listradinho

Henry Müller não amava Anais Nïn,
Ou amava, mas uma espécie de amor tão-somente carnal;
Não era aquele amor,
Que sói mulheres sonham,
Que sói nós mulheres queremos,
Que só por ele ardemos,
Este, Henry sentia por June….

O amor contemplativo,
O amor emotivo,
O amor sonolento,
Modorrento,

À Anais restavam sobras,
Restava apenas….desejo,
Daqueles que não prescindem de beijos,

Que azar o da Anais,
Que sorte o da June,
Ou seria o inverso…?

Penso que o melhor seria,
Experimentar a soma dos dois:
O amor-emotivo,
O amor-desejo,
Tudo selado com vários beijos,

Vi no blog de duas meninas a imagem do post e me inspirei:
Quero um amor listadinho,
Mas quero também um amor que me dê calor,
Daquele que Maria Moura sentia por Cirino,

Quero um amor-perfeito,
Acho que disso, só terei a flor….
E se EU comprar, bien entendú!

‘Tem problema não….
o perfume dela, ficará em minhas mãos.

Minha força

Minha força
Não está em jogos-de-poder,
Ou na guerra dos sexos,
Na competição por parceiros,
Ou em quaisquer lutas com terceiros;

Não está em usar minha capacidade de liderança
Para espúrias tentativas de manipulação da vontade alheia,

Não está em ‘beicinhos’ ou no ‘bater de pezinho’,
Próprio de crianças mimadas,
Nem em chantagens emocionais ou sexuais,
Que algumas mulheres adotam;

Minha força reside,
Na capacidade na paixão avassaladora,
Na tempestade erótica que arranca árvores das raízes,
Na capacidade de entregar-me loucamente,
Na capacidade de amar incondicionalmente,

Está ela em minha feminilidade,
No instinto materno que me impulsiona o cuidar,
Na dedicação que me faz capaz de fazer feliz
Quem quer eu esteja ao meu lado….

Minha força
Está em também em meu profissionalismo,
Que me torna independente, capaz de prover-me
Libertando-me da necessidade instintiva de buscar num parceiro um provedor,

Libertando-me, liberto também eles,
Da duvida de serem queridos ou de ter-me ao lado por interesse,
Meu único interesse é o amor!

Está em meu intelecto,
Em minha capacidade de aprender
Reter e processar informações,
Está na práxis: ato de transformar o conhecimento
Que me faz, ao mesmo tempo:
Mulher emotiva e racional.

Está na minha vontade
Que me faz querer, desejar
E lutar pelo que desejo em todos os campos de minha vida,
Em minha consciência de que não posso ter tudo o que quero,
Mas de querer tudo o que tenho,

Que me faz querer quem me quer,
E até mesmo desistir e ‘dar um pé’,
Se eventualmente não houver reciprocidade…

Está em minha fé,
Fé em mim mesma
Por ter plena e completa consciência de meu valor
Que me faz valorizar também quem está comigo (você, Docinho),
Que me faz querer ajudá-lo a desenvolver suas potencialidades,
Para que cada dia mais sejas um ser humano completo, feliz.

Está ela na esperança,
Que me faz sempre dar uma chance,
À mim mesma, aos parceiros, aos amigos,
Na fé que todos foram, são ou serão tão íntegros quanto eu,

Pois tenho visto pelo Mundo,
Exemplos terríveis de iniqüidades,
De desonra, de mediocridade,
Tenho percebido que tenho mais honra num único fio de cabelo,
Que várias pessoas têm em seu corpo inteiro,
Mas tenho fé que o panorama pode sempre mudar,

Eu sei quem eu sou,
Sou ousada,
Sou honrada,
Sou corajosa,
Sou leal,
Sou formosa!

E por certo sei que não sou a única,
Mas que somos raros,
E, sendo raros, não podemos desistir,
Pois todos podem evoluir, mudar, abandonar o erro, a ilusão
E a mantença de nossa honra pode inspirar outrem…

Sou tudo isso, eu sei,
Sei ainda que sou mais um pouco,
Que sou capaz de atos grandiosos em prol de amigos,

À quem dedico afeto e carinho,
Por quem seria capaz de lutar para proteger,

Sou mais um pouco:
Sou presente,
Sou benevolente,
Sou decidida,
Sou amável…

A modéstia….?
– puff…..desculpa de incompetentes
(assim disse o Nelson, Rodrigues)

Valorize-me que te valorizarei,
Ame-me e eu te amarei,
Honre-me e te honrarei,
Aos amigos, aos amores: tudo!

Aos inimigos, meu mais profundo desprezo,
Meu mais profundo asco,
Minha mais profunda pena……

> Coitados! <

Sou o ferro forjado em fogo ardente,
Sou o aço que permite o desenvolvimento,
Sou os ventos que movem moinhos,
Que insuflam velas, que permitem a navegação,
Sou Pégasus: forte, livre, indomável…
Mas que permite a doma, se o objetivo é nobre
(como derrotar a Quimera)
Eu sou o raio, sou o relâmpago e o trovão,
E posso ser, o ouro em seu brasão.

Lembro de um poema que li quando criança:

Força é saber amar de forma doce e constante,
Com o encanto de rosa alta na haste
Para que o amor, se ferido, não se acabe,
Na eternidade amarga de um instante

Que resumo na sentença:
Força é saber amar!

E isso….eu sei!

by me

Libertas

Liberdade

 Visitando: Livre (Meu Baú de Versos Tortos)

“Bom é mesmo ser livre,
Livre os grilhões que outrora me prendiam,
Mesmo que os grilhões fossem belos e formosos,
Mesmo que a soltura nos torne desditosos,

Bom é mesmo ser livre,
Voar qual pássaro,
Nadar qual golfinho,
Mares plácidos,
Céus com stratos,

Bom é mesmo ser livre,
Comer sonhos-de-valsa até estourar,
Tomar coca-cola até me fartar,
Sem preocupar-me com o ontem ou o amanhã,
Bom é me deleitar com o hoje!

Bom é mesmo ser livre,
Andar de bike em parques públicos,
Ignorar placas de ‘não pise’ e pisar na grama descalça,
Pular no chafariz e molhar-me toda,
Para depois secar-me ao sol escaldante
(jacaré de papo-amarelo!)

Bom é mesmo ser livre,
Ficar acordada de madrugada até o sol nascer
E observar de ‘esguela’ todos saindo de suas tocas,
Enquanto apreciei eu o cheiro da madrugada,

Bom é mesmo ser livre,
Livre para escrever o que eu bem entender,
Prá responder aos amigos que no meu canto vão me ver,
E dizer: sejam bem vindos! Meus bons amigos!

Bom é mesmo ser livre,
Rabiscar papéis com lápis aquarelável,
Encher minha sobrinha de beijos
(Ah, Duda-bebê !)
Andar de Skate com meu sobrinho
(Oh, Fê …. )
Fazer tudo isso sem ter que ao tempo me ater,

Bom é mesmo ser livre,
Não temer emboscadas que meu coração preparar,
Saber silenciá-lo nos momentos certos,
Dar-lhe alforria quando ele o merecer,

Bom é mesmo ser livre e dizer:
Como é bom viver! ”

 by me

Teorema Vandré

Ontem recebi precioso presente,
de verdadeiro amigo.
Era algo cujo conhecimento me era necessário;
publico-o aqui neste espaço por entender que todos
deveriamos conhecer a ‘teoria’, copiá-la e guardá-la
no bolso: pois todos, ora ou outra, caíram, caem ou cairão
e tais armadilhas.

O Teorema Vandré

O objeto desta teoria são pessoas.
E existem os seguintes fatores envolvidos:

Fator 1 – Somos em tese únicos responsáveis por nossas decisões, certo?
Fator 2 – Algumas pessoas têm tendências a baixa auto-estima.
Fator 3) Não existe regra que diga que fulano ou beltrano tenha tendência a isso então
(atenção a essa parte) A PRIORI todos nós, seres humanos temos essa POSSIBILIDADE.
 
Junte tudo e temos o teorema Vandré
Pessoas escolhem o que querem da vida. Algumas têm baixa auto-estima e tendem a se escravizarem a algo que elas alegam que não podem viver sem. Isso acarreta que crápulas mal-intencionados usam tais pessoas em benefício próprio
Todos nós já nos sentimos pra baixo, sofremos por amor. Mas temos que distinguir o que é um sentimento puro e um entorpecente.
Qdo a pessoa precisa daquilo como uma droga
A PRIORI tal coisa pode acontecer com todos nós.
Temos que ter equilíbrio e saber dosar.
A PRIORI pode ser com você, comigo ou com qualquer um.
EM PRINCÍPIO, mas não como uma LEI definitiva.

O grande perigo de tudo isso reside num fato:
Se uma pessoa se escraviar à outra, esta outra a dominará.
Se esta outra perceber que a pessoa dominada será capaz de uma idiotice pra ficar com ela
(meu, meu, meu AHAHAHA, VC É MEEEEEEEU),
ela pode (dependendo de seu caráter) usar isso em proveito próprio.

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Este é o Teorema Vandré. Não pertence à nenhuma série. Está meio resumido pois não anotei nada e tive de rememorar (‘escrever de cabeça’), e minha mente não é fotográgica.

Publiquei por entender de relevância para todos.

Voltinhas no carroussell

Praia Grande-SP em 28.01.2008 

A vida humana é relativamente curta,
Por ser tão curta, é que devemos valorizar por demais
O que somos,
Quem somos,
Como somos,

Quem amamos,
Quem nos ama,
Como amamos e somos amados,

O que temos,
O que teremos,
O que queremos,

Como dito em um documentário que vi,
É a vida apenas uma voltinha no carroussell,
Dura pouco, apesar da impressão de eternindade,

A liberdade mais profunda
é aquela que nos permite estarmos libertos
dos grilhões à que nos prendemos espontaneamente
e, às vezes, sem que disso nos demos conta,

O amor mais sincero,
É aquele que não busca aprisionar o outro,
Nos grilhões que criamos,

O amor mais importante,
é o amor próprio: como podemos amar alguém se não nos amamos?

A mais completa doçura,
É um beijo açucarado de uma criança
(como, p.ex, o da Duda),

O sorrido mais aberto,
É aquele que sai espontaneamente.

Neste fim-de-semana,
Que tinha tudo para ser tristonho,
Foi belo, doce e profundamente emotivo,
Dei uma ‘voltinha’ no litoral de Sampa,
Com pessoas que correspondem ao amor que lhes devoto.

Poderia eu passar a vida lamentando,
O que quero e não tenho ou está longe,
(passar a vida sonhando…)
Mas escolho passar a vida sorrindo,
gozando o que tenho, que quero e está perto,
(e passar a vida – esta ‘voltinha’ – realizando).

* Veja que céu/mar mais lindos, não é a melhor praia do mundo, mas foi a melhor neste dia*

by me 

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Da série: retratos de uma vida.

Ira

Cronos, devorando seus filhos (Goya) 

Estou furiosa!
Puta da vida!
Com raiva!

Quero pedras!
Quero espadas!
Quero uma vingança soberba!
Estou babando de ódio,
De rancor, de mágoa!

Meus olhos chispam,
FIRE! FIRE! FIRE!
Meu estômago dói!
Estou me corroendo!

Ácido sulfúrico,
Corrosivos,
Explosivos!

Em minha fúria,
Queria sodoma!
Chuva de fogo,
Vulcões,

Tempestades! Trovões!
Minha voz retumba num grito!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Quero gritar!
Quero esmurrar!
Quero chutar costelas,
Bundas…

Sou eu Cronos,
Devoro meus filhos!
Sou eu Medusa,
Transformando humanos em pedra!

Sou eu Prometeu,
Roubando a chama dos deuses,

Sou Dalila,
Traindo Sansão,
Roubou-lhe a queixada de mulas!

Estou furiosa!
Estou soberba!
Estou queimando em febre!

Quero tua pele,
Dilacerar teus ossos,
Vilipendiar-te,
Matar-te,
Destruir-te

Sou serpente,
Que te convence,
Que te engana,
Que te perde…

Perdição!
Maldição!
Direção!
Coerção!

Maldito!
Infeliz!
Covarde!
Ultrage!

Inferno!

by me

Não me irrite que não ‘tô boa’! 

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Da série: Profundos ódios.

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