Uma parte de mim morre um pouco, todos os dias….

Estou mudando. Aos poucos, lentamente…mas estou. Não creio que para melhor; mais realista, menos sonhadora; mas não melhor. O mundo que eu desejava para mim mostrou-se ser inviável. Era um mndo bonito e ressinto-me de estar desistindo dele….

Que a terra lhe seja leve….

porta-casquinha-g

Foram 1.460 dias,

4 anos em que amei sozinha!

Te apoiei em tudo o que fazias,

Te desejei, dia-a-dia…

Dedicação assim, não se encontra em qualquer esquina!

E ainda assim, tu me traía

Pela Internet, que seja…

Mas traía!

– ‘Bobagem’….você dizia…

Ah…! Eu havia esquecido!

Havia esquecido o amor que senti

E como ele foi substituído ante à tua infidelidade.

A dor fina

Que qual faca, dilacerou meu coração,

Havia deixado no passado

Abandonei-te, reconstruí minha vida…

E enfim te esqueci!

Seu telefonema mudou tudo isso:

Voz conhecida, fez meu rosto empalidecer

Cúmulos-nimbos se formaram

No céu outrora ensolarado.

Todo meu ser está em revolta

Revolvo meu âmago numa angústia sem par!

Com o estômago revirado

Sinto ânsia, tristeza e pesar!

Solto um impropério

Que revela meu asco.

Num esgar de desprezo,

Relembro teu rosto.

Renato Russo queria a espada,

Menos romântica,

Queria um revólver

Mas fantasmas não morrem,

Você continuaria a respirar…

Queria rasgar as folhas

Deste livro antigo,

Queimá-o numa grande fogueira inquisidora

Eu tenho um indulto!

[grito]

tu não podes mais me alcançar!

Estou agora feliz em outros braços

Tua imagem só me traz temores,

Não que você signifique algo,

Mas temo reviver situação análoga!

[abanando os braços para espantar maus pensamentos,

fazendo figa para afastar maus presságios]

Tua presença não é bem-vinda

– Toc, toc! (batem à porta)

…..Silêncio….

SAIA DA MINHA VIDA!

Último suspiro

Por primeiro:
Amei com relutância,
Venci a distância,
Agi com liderança….

Então:
Entreguei-me com doçura,
Entreguei-me com loucura,
Entreguei-me por inteiro,

Busquei construir pontes,
Que não foram atravessadas…
Construí estradas,
Que não foram rodadas…

Por azar:
A distância que busquei diminuir,
Buscava você aumentar,
Espaços vagos … preenchi,
Buscou você me impedir
[sabotagem?]

Por último:
Foi o último suspiro,
O último amor inacabado,
O último gozo,
De orvalho que molhava relva seca….

Foi o último acorde,
De instrumento refinado;
Na última orquestra,
Naquele teatro apresentada….

A última película,
Dum cinema já fechado;
O último beijo,
Duma amante apaixonada;
O último choro,
Dum coração dilacerado;
O último grito,
Duma tristeza enclausurada;
O último cheiro,
Dum perfume derramado;
O último néctar,
De flor outrora bela,
Agora murcha, morta!

A última carta devolvida,
Com carimbo:
Destinatário ausente/recusado;
O último blefe,
De jogadora inexperiente, falida…
O último sonho,
De noites agitadas,
O último bombom,
De caixa agora esvaziada;
A última valsa,
De dançarina extenuada;
O último frêmito,
Dum corpo quente/agoniado;

Último:
Como o cigarro de cigarreira esvaziada…
Frevo, de quarta feira acizentada….
Natal: papai-noel aposentado!

Quis ser sua amante,
Amada, amiga….

Mas você não está pronto,
Não se entrega:
Por não querer,
Por não poder,
Por estar desmotivado!

Se paixão/amor não te motiva,
Que força poderia?

Ou não me tens amor
[apesar de assim chamar-me]
Ou o amor não te fascina….

Quaisquer que sejam as respostas,
Não posso eu mais aguardá-las:
Não tenho tempo,
Pois todo o tempo,
Pode ser o último….
Último grão de areia a escorrer,
Numa ampulheta já usada!

by me

Solidão no dia dos namorados…pufff

Vi o texto abaixo no blog do amigo-blogueiro Tera.
Ao ler, lembrei-me das expressões tristes de alguns colegas de trabalho e os das pessoas na rua.

Tanta gente só, querendo ser amado!
Mas o que então impediria o encontro?

Talvez as pessoas estejam tão cauterizadas pela dor, tão tomadas pelo medo que se sintam incapazes de mostrar quem realmente são ou o que lhes vai no coração.

É tão fácil despir o corpo, tão difícil despir a alma, retirar as máscaras e mostrar quem realmente somos!

É tão difícil crer na verdade daquele que confessa sincero sentimento, pois somos o tempo todo enganados por outros, que em suas vilanias abusam da fragilidade emocional alheia!

É tão triste que um dia criado para ser alegre (será? Ou será apenas para fins comerciais?) seja tão deveras doído para tantos!

Bueno, é o que penso neste momento. Digo neste momento por dar-me o direito de mudar de idéia.
Eis o texto, faça teu julgamento:

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Solidão que assola um coração

Hoje sinto a solidão mais gelada que já esmagou meu coração.
Parece que há toneladas sobre o meu peito, impedindo-me de respirar e sufocando a pulsação do meu sangue.
Está frio… úmido e escuro.

Estou cansada, esgotada e sem perspectiva adiante.
É nojento e doentio… Há sempre milhares de pessoas ao redor, amigos, colegas, conhecidos e desconhecidos.

Conversas, bate-papo, passatempo, flerte, reflexão…
tudo junto, tudo um pouco, tudo muito, ao mesmo tempo, separado…
É sempre cheio de vozes por perto.
As pessoas olham e veêm uma mulher inteligente, bonita, independente, segura, extrovertida, carinhosa, fiel, dedicada…

Mas não há uma única alma que enxergue a solidão.
Um único coração capaz de acabar com esse vazio.
Chega de pessoas reclamando de seus dissabores amorosos incapazes de dar uma nova chance quando a oportunidade se apresenta.

Basta àqueles que acreditam que não existam mais pessoas interessantes o suficiente à sua altura.
Fim àqueles que não acreditam mais.
Que o pó coma os que covardes a ponto de não investirem, de não se entregarem ao calor de um beijo.

Desejo o tempo, sim…
nada mais impiedoso que ele…
para aqueles que não conseguem deixar que as coisas aconteçam naturalmente, aqueles que querem colocar o amor num cronograma.

Relacionamentos, sentimentos não são projetos.
Por que tentar prever o amanhã?
Quero pessoas maduras, seguras, corajosas e honestas o suficiente para se arriscarem a conhecer alguém.

Pessoas que estejam dispostas a sair e dedicar um tempo às outras pessoas.
Movidas pelo incontrolável desejo de sentir o sangue pulsando em suas veias.
Mantidas pela entrega à emoção do momento.

Não estou dizendo “aproveite e saia com todos”,
não estou dizendo aproveite o “ficar cada dia com alguém diferente”.
Muito pelo contrário, estou dizendo “arrisque-se a realmente estar com alguém”.

Sinta a intensidade do contato com uma outra pele.
Quero pessoas que ousem dizer o que pensam e sentem de verdade.
Quero pessoas que possam se envolver aos poucos, que possam se entregar e se deixar deslumbrar pelas diferenças,
Que queiram se sentir novamente encantadas,
Que consigam dizer que gostaram, que possam falar “mais uma vez”,
Que estejam totalmente à vontade e ao mesmo tempo conscientes de que podem dizer “então, quando é que vamos nos ver de novo”

Sabendo que esse carinho demonstra uma atitude sincera e corajosa, mas que isso não significa um compromisso.
Pessoas maduras, relacionamentos sinceros e jogo limpo…
ou, por que não chegar ao “sem jogo”?

Por que não alcançar o apaixonar-se naturalmente?
Da única maneira que isso pode acontecer como uma mágica sem explicação…
que você nem viu acontecer, mas que te faz sorrir.

By Daiany Gomes (aliás, meus parabéns!)

Correioooooooo!!!!

Lendo: Recanto das Palavras ‘Ainda te escrevo’

Escrevemos por não esquercemos,
não esquecemos o querer,
não esquecemos o gostar,

Mas as cartas, teimosas,
tendem a voltar,
quando voltam, entristecem,
Carimbos dos correios:
– Recusado,
– Destinatário ausente,
– Destinatário morto!

Então morremos juntos,
um pouco….

Tendemos a sofrer,
a não aceitar
Que morte é bem-vista?
Que morte é bem-quista?

E, quando a dor fica quase insuportável,
por vezes recebemos presentes…
Recebemos recados,
Recebemos cartas,
de remetentes desconhecidos.

Então, respondemos,
entre temerosos e curiosos,
entre deliciados e desconfiados…

Então o curso do amor continua,
num eterno ciclo de amar-sofrer,
sofrer-amar, perder-ganhar….

E os correios continuam tendo serventia!

Ouvindo:

Guillermo Vargas Habacuc: crueldade contra animais

Guillermo Vargas Habacuc, um monstro!

No ano de 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, pegou um cão abandonado na rua prendeu-o em uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e deixou o pobre animal ali para que morresse lentamente de fome e sede:

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Ira

Cronos, devorando seus filhos (Goya) 

Estou furiosa!
Puta da vida!
Com raiva!

Quero pedras!
Quero espadas!
Quero uma vingança soberba!
Estou babando de ódio,
De rancor, de mágoa!

Meus olhos chispam,
FIRE! FIRE! FIRE!
Meu estômago dói!
Estou me corroendo!

Ácido sulfúrico,
Corrosivos,
Explosivos!

Em minha fúria,
Queria sodoma!
Chuva de fogo,
Vulcões,

Tempestades! Trovões!
Minha voz retumba num grito!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Quero gritar!
Quero esmurrar!
Quero chutar costelas,
Bundas…

Sou eu Cronos,
Devoro meus filhos!
Sou eu Medusa,
Transformando humanos em pedra!

Sou eu Prometeu,
Roubando a chama dos deuses,

Sou Dalila,
Traindo Sansão,
Roubou-lhe a queixada de mulas!

Estou furiosa!
Estou soberba!
Estou queimando em febre!

Quero tua pele,
Dilacerar teus ossos,
Vilipendiar-te,
Matar-te,
Destruir-te

Sou serpente,
Que te convence,
Que te engana,
Que te perde…

Perdição!
Maldição!
Direção!
Coerção!

Maldito!
Infeliz!
Covarde!
Ultrage!

Inferno!

by me

Não me irrite que não ‘tô boa’! 

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Da série: Profundos ódios.