Que a terra lhe seja leve….

porta-casquinha-g

Foram 1.460 dias,

4 anos em que amei sozinha!

Te apoiei em tudo o que fazias,

Te desejei, dia-a-dia…

Dedicação assim, não se encontra em qualquer esquina!

E ainda assim, tu me traía

Pela Internet, que seja…

Mas traía!

– ‘Bobagem’….você dizia…

Ah…! Eu havia esquecido!

Havia esquecido o amor que senti

E como ele foi substituído ante à tua infidelidade.

A dor fina

Que qual faca, dilacerou meu coração,

Havia deixado no passado

Abandonei-te, reconstruí minha vida…

E enfim te esqueci!

Seu telefonema mudou tudo isso:

Voz conhecida, fez meu rosto empalidecer

Cúmulos-nimbos se formaram

No céu outrora ensolarado.

Todo meu ser está em revolta

Revolvo meu âmago numa angústia sem par!

Com o estômago revirado

Sinto ânsia, tristeza e pesar!

Solto um impropério

Que revela meu asco.

Num esgar de desprezo,

Relembro teu rosto.

Renato Russo queria a espada,

Menos romântica,

Queria um revólver

Mas fantasmas não morrem,

Você continuaria a respirar…

Queria rasgar as folhas

Deste livro antigo,

Queimá-o numa grande fogueira inquisidora

Eu tenho um indulto!

[grito]

tu não podes mais me alcançar!

Estou agora feliz em outros braços

Tua imagem só me traz temores,

Não que você signifique algo,

Mas temo reviver situação análoga!

[abanando os braços para espantar maus pensamentos,

fazendo figa para afastar maus presságios]

Tua presença não é bem-vinda

– Toc, toc! (batem à porta)

…..Silêncio….

SAIA DA MINHA VIDA!

Guillermo Vargas Habacuc: crueldade contra animais

Guillermo Vargas Habacuc, um monstro!

No ano de 2007, Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, pegou um cão abandonado na rua prendeu-o em uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e deixou o pobre animal ali para que morresse lentamente de fome e sede:

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Ira

Cronos, devorando seus filhos (Goya) 

Estou furiosa!
Puta da vida!
Com raiva!

Quero pedras!
Quero espadas!
Quero uma vingança soberba!
Estou babando de ódio,
De rancor, de mágoa!

Meus olhos chispam,
FIRE! FIRE! FIRE!
Meu estômago dói!
Estou me corroendo!

Ácido sulfúrico,
Corrosivos,
Explosivos!

Em minha fúria,
Queria sodoma!
Chuva de fogo,
Vulcões,

Tempestades! Trovões!
Minha voz retumba num grito!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Quero gritar!
Quero esmurrar!
Quero chutar costelas,
Bundas…

Sou eu Cronos,
Devoro meus filhos!
Sou eu Medusa,
Transformando humanos em pedra!

Sou eu Prometeu,
Roubando a chama dos deuses,

Sou Dalila,
Traindo Sansão,
Roubou-lhe a queixada de mulas!

Estou furiosa!
Estou soberba!
Estou queimando em febre!

Quero tua pele,
Dilacerar teus ossos,
Vilipendiar-te,
Matar-te,
Destruir-te

Sou serpente,
Que te convence,
Que te engana,
Que te perde…

Perdição!
Maldição!
Direção!
Coerção!

Maldito!
Infeliz!
Covarde!
Ultrage!

Inferno!

by me

Não me irrite que não ‘tô boa’! 

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Da série: Profundos ódios.

Quem não precisa? Pobres somos, todos nós!

Pobres

Navegando em minha ‘tag surfer’ encontrei um precioso texto que me fez lembrar uma experiência pessoal. Por sugestão do autor, escrevo o presente post.

É ele uma resposta ao:

 Eis a resposta:

Passei a sexta-feira toda na folga (é, enforquei o trabalho) na casa de um casal de amigos.

A conversa estava tão boa que quando nos demos conta já era prá lá de meia-noite (estava eu virando abóbora, hehe).

Então fui-me embora.

Moro em Sampa desde que nasci, mas não costumo dirigir por aquelas bandas (uma coisa é você usar o transporte público ou o táxi-sola, outra é você dirigir, quando menos espera: contra-mão!): acabei me perdendo ao subir o viaduto errado!

E, ante ao adiantado da hora, comecei a ficar com medo: mulher sozinha na direção pelo centro de sampa à 01:00 hs (ai, ai).

Não queria parar para pedir informações: o que seria mais inseguro? Um carro andando à esmo ou parado?

Mas não houve outra alternativa, tive de fazê-lo. Lá pelas bandas da Rua Liberdade, por aquelas ruas escuras, tive de parar perto de um ponto de táxi, onde havia um morador de rua.

Parei um pouco longe dele, apesar de tê-lo escolhido para meu pedido de informações.
Surpresa: antes que eu o chamasse, ele se adiantou e perguntou ‘precisa de ajuda?’.

Por óbvio que a resposta foi positiva, ele me ensinou direitinho a chegar à Avenida Radial Leste (tão fácil, que vergonha!).

E – note a ênfase no ‘e’ – não me pediu nada em troca, só um cigarro.

Eu super-sem-graça, perguntei: ‘o senhor precisa de mais alguma coisa?’

Ele respondeu: ‘preciso, mas a senhora não deve ter nada para comer aí, ne?’.

Eu respondi negativamente – não tinha mesmo!

E, enrubescida (vermelha qual pimentão) perguntei: ‘serve dinheiro?’

Ele ficou vermelho, baixou os olhos e disse: ’se não for incômodo!’

Aquilo tudo me deixou tão estranhamente envergonhada, lembrei-me de Cecília Meirelles e de Clarence Seward Darrow:

Cecília escreveu um texto (não me recordo o nome), em que uma mulher abastada ia a uma loja de doces, encontrando uma menina pobre, resolveu dar à ela quantos doces ela quisesse. Finalizou o texto dizendo que a mulher comprava ‘anestésico da consciência’.

Clarence, um advogado estatudinense do início do século XX, reslveu defender uma causa quase perdida, que lhe renderia perda de clientes e muito desafeto. Quando questionado porque o fazia, respondeu: ‘quando um homem passa perto de um pedinte, ele vê aquela situação, volta e dá 5 pence. Provavelmente este homem não pode dispor destes 5 pence, mas o faz para comprar ‘alívio social’.

No meu caso específico, queria ser grata ao homem. Mas gratidão não se paga com dinheiro, não são estas coisas dignas de escambo.
Sentí-me indigna por ter demonstrado minha gratidão desta forma, por ter reduzido minha necessidade de agradecê-lo a uma reles questão monetária.

C’est la vie…..

Mais indigna ainda é que ainda existam humanos reduzidos à tal miséria…mas isso já é outra história.

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Pobres daqueles,

            Que julgam-se livres,

            Não obstante acorrentados por toda a parte,

Pobres daqueles,

            Que julgam-se superiores,

            Aos demais animais (inclusive aos demais animais humanos),

            Sem perceber, no entanto,

            Que estamos (todos) no mesmo nível que eles,

Pobres daqueles,

            Que julgam os outros pelas roupas ou condição financeira,

            Que vêem os outros como produtos de supermercado,

            Rotulam-nos, classificam-nos e escolhem-nos,

Pobres de nós,

            Que tendo pouco mais de conforto,

            Achamos que estamos livres da miséria,

            Enquanto que o conceito ‘miséria’

Pode atingir outros aspectos de suas vidas

Pobres de nós,

            Que perdemos a capacidade de ter empatia,

            Que perdemos a simplicidade das coisas,

            Que perdemos a alegria,

            Qual preocupados ficamos em ‘ganhar o dia’.

Pobres = somos todos!!!

Por vivermos neste mar de ignomínia,

Por nos mostrarmos, por vezes, tão

Cegos,

Hipócritas,

Hedonistas,

Insensíveis…

Pobres de nós:, coitados!

 

 

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Da série: fragmentos de minha vida