Jovem bardo: meu amigo

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Existem algumas pessoas que sáo únicas; existem algumas pessoas que são realmente especiais. Dentre estas, existe uma que, não obstante estar longe, é um dos melhores amigos que eu tenho. Pensar nele enternece meu coração. Tem ele uma longa caminhada a fazer; neste cenário feio, obscuro e fétido que o mundo tem se tornado; é ele um lufar de perfume que o vento traz; é ele uma flor solitária num jardim de ervas daninhas. Meu querido jovem bardo, eu realmente, adoro vc. Muito obrigada!

O homem do sótão

sotao

Há algo em meu sótão,

Não identifico o que é,

Mas ouço os ruídos…

Hora penso que são passos,

Hora imagino que são gemidos,

Não sei o que é,

Fico com um pouco de medo,

Serão assaltantes?

Serão fantasmas?

Ou serão apenas ratos?

Há algo em meu sótão,

Não identifico o que é,

Mas ouço os ruídos…

Fico de pé e trêmula, caminho;

Vou chegando perto,

O som estanca, desaparece

O que incomodaria o visitante,

Os meus passos?

São apenas passos,

Apenas caminho….

Vejo de lado meus sapatos;

Meu scarpim vermelho está roído,

Algo me chama a atenção,

Levanto a cabeça…é o ruído,

Os sons do sótão recomeçam…

Os fantasmas do passado me assombram,

Incomodam o presente, atormentam…

Ouço o farfalhar de anáguas, dançando…

Será só minha imaginação,

Ou o sótão é mesmo habitado?

Minhas pernas, bambas, me faltam

A confiança se esvai com o tremular das cortilhas,

Ouço vozes sussurrando…

Será minha imaginação, ou o sótão é mesmo habitado?

Há algo em meu sótão,

Não identifico o que é,

Mas ouço os ruídos…

Mágoas passadas ressurgem,

É o oriente sem especiarias,

E por ter vivido más experiências,

É que temo que se repitam elas no presente,

Já fui enganada, traída,

Feita de boba, magoada,

Meu fardo carreguei até o fim,

Não quero levá-los de novo nas costas…

Mas teus atos me confundem, confesso

E só pensar em novas mágoas, já sofro…

E do passado me lembro da dor,

Que se repetir no presente, não resisto…

Há algo em meu sótão,

Não identifico o que é,

Mas ouço os ruídos…

Estou ainda com medo,

Serão assaltantes?

Serão fantasmas?

Ou serão apenas ratos?

Et, phone, home

Entrevista

microfone

Recebi este MEME e resolvi responder.

1. Fá pergunta: Por que resolveu criar o blog?

Acho que tudo nasce da admiração; eu não tinha muito contato com blogs, achava que era coisa de adolescente sem o que fazer, até que encontrei um com notícias que me interessavam e comecei a lê-lo com freqüência; depois comecei a ler os leitores deste blog e depois resolvi criar o meu primeiro como uma forma de exercício. Depois criei o presente para publicar as poesias (alheias) que mais gosto e as minhas toscas tentativas de fazer poesia. Atualmente estou com 6 blogs ativos; nuns escrevo mais que noutros e a vida segue seu ritmo.

2. Fá Pergunta: O que te dá mais prazer em blogar?

Muitas superfícies conseguem espelhar as pessoas; os blogs e seus textos fornecem ‘insights’ sobre seus autores. Se os olhos são os espelhos da alma (chavão antigo, né?), os blogs são espelhos das mentes e as mentes das pessoas exercem especial fascínio sobre mim.

3 – Indique um bom blog e um que você não gosta e por que

Bons blogs: acesse os blogrolls de meus sites (motivos que me levam a avaliá-los como ‘bons’: acesse e descubra por si mesmo). Blogs ruins: geralmente dou Alt+F4 e não volto mais.

4 – Qual tipo de música você ouve, e quais são suas bandas favoritas?

Sou bem eclética no que se refere à música; se a melodia ou a voz do intérprete me interessaram, passo a gostar dela(s), independentemente do estilo. Mas meu ‘estilo preferido’, por assim dizer, é o rock e, nele, minhas bandas são as antigonas (coisas de titia), como Whitesnake, Van Halen, Aerosmith, e afins.

Minha música ‘de cabeceira’ é:

5 – Qual o assunto que você mais gosta de postar?

Direito.

6 – Seaquinevasseceusavaesqui?

Aperte o SAP.

7 – Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?

Estado civil ‘solteira’, mas estou namorando (acho) …

8 – Por que você deu este nome ao seu blog?

Uma vez um troll entrou em meu site e criticou o nome e a imagem do cara falando ao ouvido de alguém; dito troll associou a imagem à fofoca. Eu sempre penso no que faço com minha sobrinha de dois anos: chego bem pertinho do ouvido dela, ela arregala os olhos de curiosidade e me ouve dizendo: ‘Dudaaaaa, você é LINDA!’; então os olhos brilham de felicidade (essa foi a origem do ‘palavras sussurradas‘), quanto a este; como só escrevo bobeiras nele, achei muito apropriado ‘palavrassemsentido’. Quanto aos demais…preguiça de relatar um a um.

9 – Qual foi o último blog que você visitou?

Fora o meu, o Megalópolis, da Fabi.

10 – Por que resolveu participar desse meme?

Não recusaria um convite gentil do Árbitro da Elegância

:::::::::::::::::

Não indicarei para ninguém, pois as pessoas podem se sentir meio que ‘coagidas’ (não seria a palavra certa) a responderem, coisa que não me agradaria. Mas mandarei trade para algumas pessoas (autores de blog que tenho visitado com certa freqüência  – apesar de raramente mencioná-los) e eles escolhem.
Abraços!

O Amor…

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O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

by Carlos Drummond de Andrade

Poemas sobre saudades

mar

Estou com saudades de alguém especial. Por este e outros motivos, estou melancólica, carente e um pouco stressada; para distrair-me, resolvi publicar uma coletânea dos meus poemas preferidos sobre o tema.

Justificativa da imagem escolhida: para mim, a saudades vem como ondas; às vezes é leve, doce e agradável; às vezes o turbilhão nos leva para o fundo, nos tira o ar. Saudades é como o mar: profundo, às vezes belo, às vezes aterrorizante.

Eis:

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

by Clarice Lispector

Que saudades!
Como pode alguém sentir saudades do que nunca houve?
Como pode alguém sentir saudades do que nem viveu?
É como estou hoje,
Com saudades!
Morrendo de saudades dos sonhos que criei,
Chorando de saudades das horas que imaginei,
Das histórias que sonhei.
Hoje estou assim,
Querendo que o tempo vá para onde eu quero,
Para onde ele nunca esteve.
Mas a saudade é tanta que me paralisa,
É muita saudade
E nem aconteceu
E nada eu vivi.
Como se pode sentir saudades de uma época que não existiu?
De fantasias e de promessas que nunca se concretizaram?
Por que sentir saudades de um futuro inventado
quando há um presente imenso para se viver?
Mas não se manda no coração.
O coração é pretensioso e quase sempre faz o que quer,
A razão até tenta dominar,
Mas raramente consegue.
E por causa do coração a gente faz um monte de besteira
E fica esperando, esperando…
Esperando que tudo volte a ser como antigamente…
Ou pior,
Que tudo seja como criamos em nossos sonhos mais recorrentes.

by Germana Facundo

Quando vem a saudade
O tempo volta atrás
O amor vem a realidade
Te esquecer jamais

Quando vem a saudade
Tudo faz lembrar
Todo o amor que eu te dei
E tudo volta num piscar

Toda a lágrima
Que por você eu chorei
Não foi em vão
Agora eu sei

Todo amor que eu senti
Por você, não foi em vão
Com você aprendi
A escutar meu coração

Quando vem a saudade
Agora sei, que nunca esquecerei
O quanto te amei de verdade
Um amor que sempre levarei
Para toda a eternidade.

by Eudes Batista De Paula

PRESENÇA

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,
teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento
das horas ponha um frêmito em teus cabelos…
É preciso que a tua ausência trescale
sutilmente, no ar, a trevo machucado,
as folhas de alecrim desde há muito guardadas
não se sabe por quem nalgum móvel antigo…
Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela
e respirar-te, azul e luminosa, no ar.
É preciso a saudade para eu sentir
como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida…
Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista
que nunca te pareces com o teu retrato…
E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

by Mário Quintana

Em alguma outra vida,
devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade…
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet,
A encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso…
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.

by Miguel Falabela

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

by Pablo Neruda

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

by Carlos Drummond de Andrade

Chega de Saudade

Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim

by Vinícius de Moraes

DEFINIÇÕES

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta
um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não… Amor é um exagero… também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

by Mario Prata

Sardas

contava aquelas sardas,
e aquelas sardas me contavam:
pertenço a um rosto-menino;
e aquele menino tem um rosto;
um rosto que olho perscuto, com verdadeiro gosto,

perdia a conta das sardas,
e passava a contá-las de novo,
perdia-me naquelas sardas,
perdia-me naquele rosto,

A Jardineira

Semeei,

Reguei,

Vi brotar…

Transplantei mudas,

Adubei,

Tornei a regar;

Podei os galhos,

Retirei espinhos,

Recolhi folhas mortas….

Até que,

Finalmente: colhi as flores,

Sorvi os frutos;

Sentei satisfeita

À sombra das árvores já crescidas,

Peguei um livro e li;

Os pássaros me faziam companhia,

Ao som do canto deles, adormeci;

Enquanto ressonava, um sorriso me aflorou aos lábios!

Um dia de cada vez

Havia um disco em minha vitrola,

Que tocava incessantemente músicas antigas,

Fora de meu tempo,

Além de minha vida,

Areia que refaz o caminho da ampulheta

Resquício de um passado que quer voltar….

Tentei desligar, apertando o ‘power’,

Mas a vitrola parecia assombrada,

Como assombradas são algumas lembranças de outrora….

Num ato de negativa,

De rebeldia

(tu não tornas!)

Puxei o plug da tomada,

E o silêncio se fez….

Mas não era silêncio opressivo,

Antes libertador,

Antes pacífico…..

Fiquei a meditar

Sobre os caminhos que a vida revela,

Olhando o passado,

Sofro, sorrio….

A medida da dor

Ou da alegria,

Reside na intensidade e constância

De cada experiência….

O futuro também poderia,

Ser fonte de prazer,

Ser nascente de alegria….?

A esperança em dias felizes do porvir

É capaz de tomar precioso tempo….

Então, tal qual fiz com o passado,

Abandonei o futuro,

Entreguei-me ao presente…

Só aguardo,

A cada sol poente,

O nascer de um novo dia!

10 centavos de beijos!

10 centavos de beijos, você diz…
1 bilhão de dólares em carinhos, digo eu!

Se pudesse reunir toda a riqueza do mundo
em minhas pequenas mãos,
Não entesouraria para mim,
Dá-la-ia a você!

Todos os feriados,
Finais-de-semana,
Dias santos,
Ou não tão santos assim…
Não são suficientes para sanar
A falta que sua presença me faz durante a semana,

Todos os telefonemas,
Scraps, torpedos & afins,
Não bastam para substituir o que tua presença
Ocasiona em mim!

Sinto seu cheiro por toda minha casa,
Sinto-o ainda em mim…
E quando me dizes que sente o mesmo,
Com poucas palavras e mais atos,
Digo que fico ‘fora de mim’….

Conto nos dedos os dias,
Minutos, segundos, milésimos….
Transformei-me numa ampulheta,
Cuja noção de tempo-espaço está ligada a ti

Me chamas de ‘amor’,
Eu, reticente, não retribuía,
Cética que sou, duvidava…
Mas a dúvida virou certeza,
Agora repito seu nome aos ventos,
Converso com flores,
(só não abraço árvores pq isso seria demais, né? Haha!)
…o romantismo, novamente, aflorou em mim….

O que faço contigo, meu italiano,
Cujo nome termina em ‘cy’?
Alias, o que faço comigo,
Assim tão apaixonada por de ti!

Mas a espera, dura…
É recompensadora.
Então espero, é claro que espero!
….agora durma!
Bom descanso, te vejo você amanhã!

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